top of page
angelo portal 2.png

Trajetória

Coronel Veterano da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Angelo Mário de Azevedo Dantas construiu uma trajetória marcada pelo serviço policial-militar, pelo exercício do comando, pela pesquisa histórica e pela dedicação à preservação da memória e da cultura dos militares estaduais. Oficial, pesquisador, escritor e dirigente acadêmico, fez da experiência acumulada ao longo da carreira uma importante fonte para o estudo e a valorização da história institucional da Polícia Militar potiguar.

Natural de São Paulo do Potengi, Rio Grande do Norte, onde nasceu em 21 de maio de 1962, ingressou ainda jovem na carreira das armas. Aos 20 anos iniciou o Curso de Formação de Oficiais, concluindo sua formação em 1984, na Academia de Polícia Militar do Paudalho, da Polícia Militar de Pernambuco.

A partir de então, percorreu diferentes funções e responsabilidades na Polícia Militar do Rio Grande do Norte, construindo uma carreira que o levaria ao mais elevado posto da Corporação e, posteriormente, ao seu Comando-Geral.

Entretanto, paralelamente à vida operacional e administrativa, desenvolveu outro compromisso que se tornaria uma das características mais marcantes de sua trajetória: preservar a memória daqueles que ajudaram a construir a instituição à qual dedicou sua vida profissional.

 

De Cadete ao comando

Ao longo de sua carreira, Ângelo Mário exerceu funções de comando, assessoramento e gestão na estrutura da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Entre as atribuições registradas em sua trajetória estão o comando do 1º Batalhão de Polícia Militar, o exercício da função de Subcomandante do 3º Batalhão e a atuação como Corregedor da Polícia Militar, experiências que lhe proporcionaram uma visão abrangente das dimensões operacional, administrativa e disciplinar da Corporação.

O reconhecimento de sua trajetória profissional culminou com sua ascensão ao Comando-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, função exercida em 2015.

Chegar ao Comando-Geral representava o ponto mais elevado de uma carreira construída ao longo de décadas. Mas a trajetória de Ângelo Mário não se encerraria com o exercício do comando nem com sua passagem para a Reserva Remunerada, ocorrida em 2016.

Outra missão já vinha sendo construída havia anos.

Era a missão de preservar a história.

 

O pesquisador da memória policial-militar

O interesse de Ângelo Mário pela história da Polícia Militar do Rio Grande do Norte desenvolveu-se ainda durante sua permanência no serviço ativo.

A pesquisa histórica tornou-se uma extensão de sua relação com a própria Corporação. Documentos, acontecimentos, personagens, unidades e instituições passaram a constituir objetos de investigação destinados a recuperar e organizar partes importantes da memória policial-militar potiguar.

Essa dedicação resultou em trabalhos voltados à sistematização da história da PMRN e à preservação de informações que, sem pesquisa e registro, poderiam desaparecer com o passar das gerações.

Entre suas contribuições encontra-se a obra “Cronologia da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, 175 anos de História, 1834 a 2009”, publicada em 2010, em dois volumes.

O trabalho evidencia uma característica fundamental de sua produção intelectual: o compromisso com a organização documental e cronológica da trajetória da Corporação.

Posteriormente, publicou “História do Hospital Cel. Pedro Germano Costa”, obra dedicada à recuperação da história de uma instituição profundamente relacionada à assistência e à vida dos integrantes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Sua produção revela, portanto, uma compreensão ampla da memória institucional. Preservar a história de uma Corporação significa registrar não apenas seus grandes acontecimentos, mas também suas unidades, seus serviços, suas estruturas e, sobretudo, as pessoas que participaram de sua construção.

 

Da pesquisa à preservação institucional

A dedicação à memória não permaneceu limitada à produção escrita.

Ângelo Mário também esteve relacionado às iniciativas de preservação do patrimônio histórico da Polícia Militar potiguar, inclusive à constituição de espaço museológico voltado à história da Corporação.

Esse percurso ajuda a compreender a coerência existente entre diferentes momentos de sua trajetória.

Primeiro, o oficial conheceu a instituição por dentro.

Depois, o comandante assumiu responsabilidades sobre seus homens e suas estruturas.

O pesquisador passou a investigar seu passado.

O escritor transformou a pesquisa em registro.

E o acadêmico contribuiu para criar uma instituição destinada a assegurar que a história e a cultura militar continuassem sendo estudadas, preservadas e difundidas.

É nesse contexto que se insere uma das mais significativas realizações de sua trajetória intelectual.

 

A criação da APHICUM

A vocação para a pesquisa histórica encontrou dimensão institucional na Academia Potiguar de História e Cultura Militar, APHICUM.

Como idealizador, fundador e Presidente da Academia, Ângelo Mário contribuiu para a criação de um espaço destinado ao estudo, à pesquisa e à valorização da história e da cultura militar no Rio Grande do Norte.

A criação da APHICUM representa mais do que a fundação de uma entidade acadêmica.

Representa a transformação de uma dedicação individual à memória em um projeto coletivo.

Aquilo que durante anos havia sido desenvolvido por meio de pesquisas, levantamentos documentais e produção historiográfica passou a encontrar uma instituição capaz de reunir outras pessoas igualmente comprometidas com a preservação do patrimônio histórico e cultural militar.

A Academia tornou-se, assim, parte de um movimento mais amplo de valorização da produção intelectual dos militares estaduais brasileiros e de reconhecimento da importância de suas instituições para a história dos Estados e do País.

 

A participação no movimento acadêmico nacional

A atuação de Ângelo Mário ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Norte.

Sua participação na Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e do Distrito Federal, ALMEBRAS, aproximou sua trajetória do movimento nacional de integração das Academias formadas por policiais e bombeiros militares de diferentes unidades da Federação.

Essa dimensão é particularmente importante para compreender sua posterior aproximação com a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba.

A existência de instituições como a APHICUM, a ALMEBRAS e as demais Academias estaduais revela um processo de construção de redes de cooperação voltadas à literatura, à história, às ciências, às artes e à preservação da memória dos militares estaduais.

Nesse ambiente de intercâmbio acadêmico, Ângelo Mário passou a compartilhar sua experiência como militar, pesquisador, escritor e dirigente de uma Academia cuja própria identidade se encontra profundamente vinculada à historiografia e à cultura militar.

 

O encontro com a ALMEP

Em 18 de novembro de 2022, durante o I Congresso Nacional das Academias de Letras dos Militares Estaduais, I CONAMBRAS, em São Luís (MA), Ângelo Mário de Azevedo Dantas tomou posse como Membro de Honra da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba.

O contexto em que a homenagem ocorreu amplia seu significado.

O CONAMBRAS nasceu como espaço de aproximação, intercâmbio e fortalecimento das Academias e dos intelectuais vinculados ao universo dos militares estaduais. Reunir representantes dessas instituições significava compartilhar experiências e, sobretudo, reconhecer que a preservação da memória e a produção intelectual podem ultrapassar fronteiras estaduais.

A presença de Ângelo Mário naquele ambiente possuía, portanto, particular coerência.

A ALMEP recebia como Membro de Honra um Coronel Veterano que havia alcançado o Comando-Geral de sua Corporação, mas que também havia dedicado significativa parcela de sua trajetória à pesquisa histórica, à produção escrita e à institucionalização da preservação da memória militar.

 

Do comando à memória

Talvez seja justamente nessa expressão que se encontre uma das melhores sínteses de sua trajetória: do comando à memória.

Comandar uma instituição significa assumir, em determinado momento, responsabilidade sobre seu presente.

Preservar sua história significa assumir responsabilidade também sobre seu passado e contribuir para que esse patrimônio alcance o futuro.

Ângelo Mário vivenciou essas duas dimensões.

Como oficial e Comandante-Geral, participou diretamente da história da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Como pesquisador e escritor, passou a registrá-la.

Como fundador e Presidente da APHICUM, ajudou a criar condições para que outros pesquisadores também pudessem estudá-la, preservá-la e transmiti-la.

Essa continuidade entre carreira e produção intelectual confere singularidade à sua presença no movimento acadêmico dos militares estaduais.

 

Membro de Honra da ALMEP

Ao conceder ao Confrade da ALMEBRAS, Presidente da APHICUM e Coronel Veterano PMRN Angelo Mário de Azevedo Dantas o título de Membro de Honra, a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba reconhece uma trajetória que reúne serviço, comando, pesquisa, produção intelectual e compromisso com a memória institucional.

Sua posse, passou também a representar os vínculos de fraternidade acadêmica estabelecidos entre instituições que, embora originadas em diferentes Estados, compartilham o propósito de preservar e difundir a história, a cultura e a produção intelectual dos militares estaduais brasileiros.

Em Angelo Mário, a experiência do oficial encontrou a inquietação do pesquisador. O exercício do comando encontrou a responsabilidade de preservar. A investigação histórica encontrou a escrita. E a dedicação pessoal à memória encontrou, na criação da APHICUM, uma forma de continuidade institucional.

Reconhecer Angelo Mário de Azevedo Dantas é reconhecer o militar que ajudou a construir a história de sua Corporação e o pesquisador que compreendeu que servir a uma instituição também significa preservar sua memória para as gerações que ainda virão.

Siga-nos nas redes sociais

  • image-removebg-preview
  • facebool gold

©2022 Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba

Fale com o Presidente
botão zap ALMEP 2.png
bottom of page