
JOÃO CARLOS TOLEDO JÚNIOR
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Oficial da ativa da Polícia Militar do Paraná, o Tenente-Coronel João Carlos Toledo Júnior construiu sua trajetória profissional na convergência entre a segurança pública, o conhecimento acadêmico e a preservação da memória institucional. Sua carreira revela especial dedicação ao estudo da história militar e à valorização das tradições que ajudam a compreender a identidade e a evolução das instituições policiais militares brasileiras.
Formado pela Academia Policial Militar do Guatupê e graduado em Direito, possui mestrado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, além de especializações em Direito Militar, Direito Penal e História Militar. Essa formação multidisciplinar permitiu-lhe aproximar a experiência adquirida no exercício da atividade policial militar da pesquisa, da docência e da produção intelectual.
Ao longo de sua carreira, também desenvolveu atividades relacionadas à Defesa Civil e à preservação da história da Polícia Militar do Paraná. Sua atuação na Câmara Técnica de Cultura e História da PMPR evidencia esse compromisso com a pesquisa, a documentação e a difusão do patrimônio histórico e cultural da Corporação.
No campo das letras, João Carlos Toledo Júnior dedica-se especialmente à investigação de episódios e personagens relacionados à trajetória da Polícia Militar do Paraná e à história militar brasileira. Sua produção intelectual inclui estudos sobre a participação da Corporação em importantes acontecimentos nacionais, além de obras como Almas Castrenses, nas quais a escrita se transforma em instrumento de preservação da memória dos homens e mulheres que dedicaram suas vidas às instituições militares estaduais.
Essa aproximação entre farda, história e literatura também se manifesta em sua participação no movimento acadêmico dos militares estaduais. É membro fundador da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Paraná, ALMEPAR, e integra a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, na condição de Membro Correspondente.
Sua presença no quadro de Membros Correspondentes da ALMEP representa, assim, mais do que uma distinção acadêmica. Simboliza a aproximação entre instituições e pesquisadores de diferentes regiões do País e reafirma um propósito comum, preservar a memória, estimular a produção do conhecimento e transmitir às novas gerações o patrimônio histórico e cultural construído pelos militares estaduais brasileiros.
AMAURI MEIRELES
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Oficial veterano da Polícia Militar de Minas Gerais, o Coronel Amauri Meireles construiu uma trajetória marcada pela experiência profissional, pela reflexão acadêmica e pela dedicação ao desenvolvimento do pensamento sobre segurança pública no Brasil. Ao longo de sua carreira, exerceu funções de comando e liderança em importantes estruturas da Corporação, entre elas a Região Metropolitana de Belo Horizonte, acumulando experiências que posteriormente se tornariam matéria para seus estudos, artigos e formulações teóricas.
Paralelamente à atividade policial militar, dedicou-se à pesquisa e à produção intelectual, consolidando-se como articulista, conferencista e estudioso das questões relacionadas à violência, à criminalidade, à defesa social e à atuação das instituições responsáveis pela preservação da ordem pública.
Uma das dimensões mais relevantes de sua contribuição intelectual encontra-se na defesa e no desenvolvimento da Policiologia como campo de estudo inserido nas Ciências Policiais. Nessa perspectiva, Amauri Meireles procura compreender o fenômeno policial para além de sua dimensão operacional, considerando seus fundamentos científicos, sociais, institucionais e humanos.
Sua produção inclui formulações como a Teoria do Vértice de Causas e Efeitos, a Teoria da Síndrome da Violência Urbana e a Teoria da Novíssima Defesa Social, por meio das quais propõe interpretações sobre as causas e manifestações da violência e sobre os caminhos para uma atuação mais estratégica e abrangente do Estado no campo da segurança pública.
Em seus escritos e palestras, a experiência acumulada durante décadas de atividade profissional dialoga permanentemente com a investigação científica. Dessa aproximação emerge uma concepção de segurança pública que valoriza a prevenção, o conhecimento, a responsabilidade institucional e a compreensão do ser humano e da sociedade como elementos essenciais para a construção de políticas de defesa social.
Sua atuação intelectual também alcança o universo acadêmico e cultural militar. Integra a Academia de Letras dos Militares Mineiros Capitão Médico João Guimarães Rosa e foi distinguido como Membro Correspondente da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre instituições dedicadas às letras, às ciências, à cultura e à preservação da memória dos militares estaduais.
A trajetória do Coronel Amauri Meireles representa, assim, o encontro entre experiência profissional, investigação científica e pensamento policial. Sua contribuição ultrapassa os limites da carreira militar e alcança o debate acadêmico sobre os desafios contemporâneos da segurança pública, deixando como legado o permanente estímulo à reflexão, à pesquisa e à construção de novos conhecimentos no campo das Ciências Policiais.
WELLINGTON CORLET DOS SANTOS
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Oficial da reserva do Exército Brasileiro, o Coronel R/1 Wellington Corlet dos Santos construiu uma trajetória na qual a carreira das armas se encontra com o estudo da história, a preservação da memória nacional e a promoção da cultura de paz. Sua formação e suas experiências profissionais, no Brasil e no exterior, contribuíram para uma atuação que ultrapassou os limites da atividade militar e alcançou os campos acadêmico, cultural e institucional.
Formado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras, AMAN, é também bacharel em Direito e mestre em Ciências Militares, com especialização em Bases Geo-históricas para a Formulação Estratégica. Essa formação multidisciplinar permitiu-lhe aproximar os conhecimentos militares das questões jurídicas, históricas e estratégicas relacionadas à defesa, à sociedade e às relações internacionais.
Um capítulo significativo de sua carreira foi construído em missões internacionais de paz. Corlet integrou operações da Organização das Nações Unidas em Angola, UNAVEM III, e no Haiti, MINUSTAH, experiências que lhe proporcionaram contato direto com diferentes realidades sociais, políticas e culturais e ampliaram sua compreensão sobre cooperação internacional, direitos humanos e construção da paz.
Paralelamente à carreira militar, desenvolveu intensa atividade intelectual, dedicando-se à pesquisa e à produção de livros, artigos e estudos relacionados à história militar e à memória nacional. Em sua atuação acadêmica e cultural, destaca-se o compromisso com a preservação das tradições das Forças Armadas e com a transmissão às novas gerações dos valores, acontecimentos e personagens que contribuíram para a formação histórica do Brasil.
Essa vocação para a pesquisa e para a preservação da memória também se expressa em sua participação em instituições culturais e científicas. Integra o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, IHGMS, o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, IGHMB, e o Instituto de Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul, IDHMS, espaços nos quais sua experiência militar dialoga com a história, a cultura, a cidadania e os direitos humanos.
Sua dedicação à memória daqueles que serviram ao País encontra expressão especial na Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, Seção Regional de Mato Grosso do Sul, ANVFEB-MS, instituição cuja presidência exerce e por meio da qual contribui para preservar e difundir a história dos brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial.
No campo acadêmico e literário, foi distinguido como Membro Correspondente da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, ampliando os vínculos da Academia com pesquisadores, escritores e instituições dedicados à preservação da história e da cultura militar brasileira.
A trajetória do Coronel Wellington Corlet dos Santos representa, assim, o encontro entre vida militar, experiência internacional, pesquisa histórica e preservação da memória. De sua passagem por missões de paz ao trabalho dedicado aos veteranos da Força Expedicionária Brasileira, permanece um mesmo compromisso, compreender o passado, preservar aqueles que ajudaram a construí-lo e transformar a memória em conhecimento para as futuras gerações.
CÍCERO CALDAS NETO
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Pesquisador dedicado à história, à genealogia e à heráldica, Cícero Caldas Neto construiu sua trajetória intelectual a partir do compromisso com a investigação histórica e com a preservação da memória. Paraibano, dedica especial atenção às raízes familiares, às tradições e aos símbolos que ajudam a compreender a formação histórica e cultural da Paraíba.
Sua atuação encontra expressão significativa no Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, IPGH, instituição que preside e por meio da qual desenvolve iniciativas voltadas à pesquisa genealógica, ao estudo da heráldica e à valorização das ciências auxiliares da História. Nesse campo, contribui para recuperar informações, interpretar documentos e preservar referências que permitem estabelecer vínculos entre indivíduos, famílias, instituições e diferentes períodos da história paraibana.
A genealogia e a heráldica, em seu trabalho, ultrapassam o simples registro de nomes, linhagens e símbolos. Constituem instrumentos de investigação histórica capazes de revelar pertencimentos, trajetórias e relações sociais, contribuindo para que documentos e tradições sejam compreendidos, contextualizados e transmitidos às novas gerações.
Essa dedicação à pesquisa aproximou Cícero Caldas Neto também da história e das tradições militares. Na Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, exerce importante colaboração como consultor e historiador, colocando seus conhecimentos a serviço da preservação da memória institucional e da adequada compreensão de fatos, personagens, símbolos e referências históricas relacionados à trajetória dos militares estaduais.
Sua contribuição à Academia foi igualmente reconhecida com sua integração ao quadro de Membros Correspondentes da ALMEP, vínculo por meio do qual participa do ambiente acadêmico e cultural da instituição e contribui para o diálogo entre a história, a genealogia, a heráldica e a memória militar.
Autor de artigos e estudos, distingue-se pelo cuidado com as fontes e pela atenção aos detalhes que, muitas vezes, permitem recuperar aspectos pouco conhecidos do passado. Seu trabalho evidencia que preservar a memória não significa apenas conservar aquilo que já se conhece, mas também investigar, interpretar e estabelecer conexões capazes de devolver significado às histórias que o tempo dispersou.
A trajetória de Cícero Caldas Neto representa, assim, uma permanente ligação entre origem, identidade e memória. Por meio da pesquisa histórica, da genealogia e da heráldica, contribui para que nomes, símbolos, famílias e instituições permaneçam compreendidos como partes de uma história coletiva que merece ser conhecida, preservada e transmitida.
BOISBAUDRAN IMPERIANO
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Jurista, advogado, dirigente acadêmico e intelectual paraibano, Boisbaudran de Oliveira Imperiano desenvolveu sua trajetória profissional e cultural na convergência entre o Direito, as letras e a vida acadêmica. Sua atuação é marcada pelo compromisso com o fortalecimento das instituições, pela valorização da produção intelectual e pela compreensão do conhecimento como instrumento de construção da cidadania e de preservação da memória.
Preside a Academia Paraibana de Direito e integra a Academia Paraibana de Poesia, reunindo em sua trajetória duas dimensões que se complementam, o rigor próprio das Ciências Jurídicas e a sensibilidade das letras. Essa presença em diferentes espaços acadêmicos traduz uma atuação voltada ao diálogo entre o Direito, a literatura, a cultura e a sociedade.
Sua relação com a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, entretanto, possui significado particularmente especial. Boisbaudran participou diretamente do processo de construção institucional da Academia, oferecendo a orientação jurídica necessária à sua constituição e elaborando o Estatuto Social que estabeleceu suas bases legais e organizacionais.
Sua contribuição, portanto, está vinculada às próprias origens da ALMEP. Ao transformar os propósitos de seus idealizadores em uma estrutura juridicamente organizada, colaborou para que o projeto acadêmico adquirisse forma institucional, definindo princípios, regras e mecanismos essenciais ao funcionamento e ao desenvolvimento da entidade.
Essa relação não se encerrou com a constituição da Academia. Como advogado da ALMEP, permanece colaborando com a instituição e acompanhando aspectos relacionados à sua vida jurídica, contribuindo para a segurança e o fortalecimento de suas ações institucionais.
Ao longo de sua trajetória, Boisbaudran também tem participado de iniciativas destinadas à valorização do Direito, da cultura e da produção intelectual, estimulando a aproximação entre instituições acadêmicas e contribuindo para espaços de reflexão sobre cidadania, memória e conhecimento.
Seu ingresso no quadro de Membros Correspondentes da ALMEP representa, por isso, um reconhecimento que possui dimensão histórica. Mais do que distinguir sua trajetória jurídica, intelectual e acadêmica, a honraria registra a contribuição de um colaborador que esteve presente na construção dos fundamentos jurídicos sobre os quais a Academia iniciou sua caminhada.
A presença de Boisbaudran de Oliveira Imperiano na história da ALMEP simboliza, assim, o encontro entre Direito, cultura e compromisso institucional. Seu nome permanece ligado não apenas às atividades desenvolvidas pela Academia, mas também ao momento em que um ideal acadêmico recebeu a estrutura jurídica necessária para se transformar em instituição.
CÉSAR BRITO
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Escritor, intelectual e dirigente cultural, Carlos César Silva Brito construiu uma trajetória marcada pela dedicação às letras, pela valorização da memória e da identidade regional e, especialmente, pela capacidade de reunir pessoas e instituições em torno da cultura. Sua presença no meio acadêmico-literário ultrapassa a produção individual e alcança a criação, a organização e o fortalecimento de entidades destinadas à promoção da literatura e à preservação do patrimônio cultural brasileiro.
No Maranhão, sua atuação adquiriu especial relevância no movimento acadêmico e cultural. Exerce a presidência da Federação das Academias de Letras do Maranhão e da Sociedade de Cultura Latina daquele Estado, funções que evidenciam uma trajetória de liderança e articulação entre escritores, pesquisadores, instituições e diferentes espaços de produção intelectual.
Essa vocação institucional também se manifesta em sua participação na criação de entidades culturais. Fundador e primeiro presidente de importantes instituições, Carlos César contribuiu para a estruturação de espaços destinados à circulação das ideias, ao desenvolvimento do pensamento literário e histórico e ao fortalecimento das relações entre diferentes organizações acadêmicas.
Sua trajetória estende-se por diversos sodalícios literários, nos quais participa como membro efetivo ou correspondente. Essa presença em diferentes instituições amplia sua atuação para além das fronteiras maranhenses e favorece o intercâmbio entre academias e entidades culturais de diferentes regiões do País.
No campo das letras, sua contribuição compreende a participação em obras autorais e coletivas, além da organização de antologias e outras publicações. Por meio dessa produção, participa da difusão da cultura e da preservação do patrimônio imaterial, transformando a literatura também em instrumento de registro da memória e de valorização das identidades culturais.
Foi nesse contexto que seu nome passou a integrar a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, na condição de Membro Correspondente. A distinção reconhece seus méritos culturais, literários e institucionais e, ao mesmo tempo, fortalece a aproximação da Academia com instituições e movimentos culturais de outras unidades da Federação. O documento que fundamentou sua indicação registra expressamente que sua admissão representa também uma estratégia de fortalecimento das relações interacadêmicas e de ampliação da presença cultural da ALMEP em âmbito nacional.
A trajetória de Carlos César Silva Brito representa, assim, o encontro entre literatura, liderança cultural e integração acadêmica. Ao escrever, organizar publicações, participar de instituições e aproximar diferentes academias, contribui para que o conhecimento circule, para que a memória seja preservada e para que as letras continuem funcionando como elo entre pessoas, instituições e diferentes expressões da cultura brasileira.
OLÍVIA BORGES SOBRINHO
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Militar do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins, Olívia Coêlho Bastos Borges Sobrinho construiu sua trajetória profissional conciliando a atividade bombeiro militar com interesses que alcançam a formação profissional, a educação, o Direito e a produção de conhecimento. Ao longo dos anos, sua atuação revela uma característica que ultrapassa o exercício cotidiano da profissão, a disposição para estudar, compartilhar experiências e contribuir para o desenvolvimento humano e institucional.
Sua presença nas fileiras do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins remonta a diferentes fases da carreira. Em 2011, ainda como soldado, já há registro de sua atuação na Assessoria de Comunicação do 4º Pelotão de Bombeiros de Paraíso do Tocantins, colaborando na divulgação de informações relacionadas aos atendimentos realizados pela unidade.
Paralelamente à vida militar, Olívia investiu em sua formação acadêmica. É bacharel em Direito e possui estudos na área de Direito Penal e Processo Penal, formação que ampliou sua compreensão sobre as relações entre serviço público, responsabilidade institucional, cidadania e sociedade.
Uma dimensão particularmente significativa de sua trajetória encontra-se no campo da educação e da formação profissional dos bombeiros militares. Em trabalho acadêmico apresentado na Universidade Federal do Tocantins, participou de estudo sobre competências educacionais para a formação profissional técnica e sobre a importância da Matriz Curricular Nacional na Escola de Formação de Bombeiros de Palmas.
Essa linha de investigação teve continuidade em sua produção intelectual. Em coautoria com Cléber José Borges Sobrinho, participou de estudos sobre perspectivas curriculares e princípios andragógicos na formação profissional de bombeiros militares e sobre docência curricular na formação profissional de bombeiros militares, trabalhos que evidenciam seu interesse pelas metodologias de ensino e pelo aperfeiçoamento dos processos formativos no âmbito das instituições de segurança pública.
Mais recentemente, sua atuação também passou a contemplar a educação financeira e o planejamento para a vida profissional e familiar. Em abril de 2025, participou de mesa-redonda promovida pela Fundação Pró-Tocantins, em parceria com instituição do mercado financeiro, durante atividade destinada à orientação dos profissionais sobre gestão da vida financeira. Na ocasião, Olívia integrava o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins na graduação de 1º Sargento.
Esse interesse levou sua experiência ao ambiente acadêmico-cultural dos militares estaduais. No II Congresso Nacional das Academias de Letras Militares do Brasil, II CONAMBRAS, integrou o grupo de facilitadores das Oficinas Criativas, participação registrada na programação oficial do Congresso. Nesse espaço, contribuiu para ampliar a reflexão sobre educação financeira e sustentabilidade na carreira pública, aproximando conhecimento, planejamento e qualidade de vida.
Sua integração à Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, como Membro Correspondente, insere-se naturalmente nessa trajetória de aproximação entre experiência profissional e produção de conhecimento. Sua presença contribui para fortalecer o intercâmbio da Academia com outros Estados e, particularmente, com o ambiente acadêmico e cultural dos militares estaduais do Tocantins.
A trajetória de Olívia Coêlho Bastos Borges Sobrinho demonstra que a experiência militar pode dialogar permanentemente com outras áreas do saber. Direito, educação, formação profissional e planejamento financeiro aparecem em sua caminhada como dimensões complementares de um mesmo propósito, contribuir para profissionais mais preparados, conscientes e capazes de construir trajetórias sustentáveis dentro e além da carreira militar.
CORONEL PMAC MARTA RENATA
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Oficial da Polícia Militar do Estado do Acre, a Coronel PM Marta Renata da Silva Freitas Alves construiu uma trajetória marcada pelo exercício da liderança, pela dedicação à segurança pública e pela busca permanente de formação e conhecimento. Sua caminhada profissional adquiriu dimensão histórica ao conduzi-la ao mais elevado posto de comando da Polícia Militar acreana, tornando-se a primeira mulher a assumir o Comando-Geral da PMAC desde a criação da Corporação, em 1916.
Antes de chegar ao Comando-Geral, Marta Renata já havia rompido outra barreira institucional. Em julho de 2024, tornou-se a primeira mulher, em 108 anos de história da Polícia Militar do Acre, a ocupar o cargo de Subcomandante-Geral da Corporação. Sua ascensão ao Alto Comando passou, assim, a representar não apenas uma conquista pessoal, mas um marco na história da participação feminina na instituição.
Em dezembro daquele mesmo ano, foi nomeada comandante-geral, sucedendo o Coronel Luciano Dias Fonseca. O ato revestiu-se de especial simbolismo porque, pela primeira vez, a tradicional espada de Plácido de Castro, símbolo da confiança conferida ao comandante da Polícia Militar do Acre, foi entregue a uma mulher. Na ocasião, Marta Renata definiu aquele momento como um rompimento de barreiras e ressaltou, simultaneamente, a responsabilidade de conduzir uma Corporação centenária.
Sua trajetória, entretanto, não se restringe ao exercício do comando. A Coronel Marta Renata também vem construindo uma significativa presença no campo da pesquisa e da produção acadêmica, especialmente em temas relacionados aos Direitos Humanos, às relações de gênero, à cultura organizacional militar e à participação das mulheres nas instituições policiais.
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás, UFG, desenvolveu a dissertação intitulada Gênero, cultura militar e poder: a experiência de mulheres na Polícia Militar do Acre. A pesquisa reuniu entrevistas com policiais militares de diferentes gerações e investigou os desafios, as transformações e as estratégias de permanência e liderança construídas pelas mulheres ao longo da história da Corporação. A relevância do estudo levou a dissertação a ser selecionada pela UFG para publicação entre trabalhos de destaque do programa.
Sua produção intelectual também inclui estudo sobre a trajetória feminina na Polícia Militar acreana entre 1985 e 2024. Publicado em periódico científico, o trabalho aborda questões relacionadas a direitos humanos, relações de gênero e poder, discriminação, preconceito e transformações ocorridas na estrutura da carreira policial militar.
Essa dimensão acadêmica confere significado ainda maior à sua própria trajetória. Marta Renata não apenas participou de um processo histórico de transformação institucional, como também passou a estudá-lo cientificamente, registrando experiências e analisando mudanças que atravessaram diferentes gerações de mulheres policiais militares no Acre.
À frente da PMAC, sua atuação alcança também o fortalecimento da governança e das relações institucionais. Em 2026, formalizou a adesão da Alta Administração da Polícia Militar acreana ao Programa de Integridade e Compliance do Estado, envolvendo princípios de ética, governança, controles internos e gestão de riscos. Sua gestão também tem buscado ampliar ações de cooperação institucional na área da segurança pública.
No campo das relações interinstitucionais, sua trajetória alcançou a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, que a recebeu como Membro Correspondente, reconhecendo sua contribuição à segurança pública, à produção do conhecimento e ao fortalecimento dos vínculos acadêmicos e culturais entre os militares estaduais brasileiros.
Sua presença na ALMEP possui ainda um significado particular. Ao reunir a experiência do comando militar, a investigação científica e a defesa da formação continuada, Marta Renata aproxima dois universos que fazem parte da própria missão acadêmica, a experiência profissional e a produção do conhecimento.
A trajetória da Coronel Marta Renata da Silva Freitas Alves representa, portanto, mais do que a conquista inédita de uma posição de comando. Ela registra um processo de transformação institucional no qual liderança, conhecimento e memória se encontram. Ao tornar-se a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Acre e, simultaneamente, pesquisar a experiência feminina dentro da própria Corporação, inscreve sua trajetória não apenas na história da PMAC, mas também na construção contemporânea das Ciências Policiais e dos Direitos Humanos.
DR. CLOVES AUGUSTO ALVES
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Magistrado, professor e estudioso do Direito, Cloves Augusto Alves Cabral Ferreira construiu sua trajetória profissional conciliando o exercício da jurisdição com a formação acadêmica, a docência e a participação na administração do Poder Judiciário. Atualmente, é Juiz de Direito Titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, integrando o Tribunal de Justiça do Estado do Acre.
Sua caminhada na magistratura acreana é marcada por uma longa experiência na área criminal. Registros do próprio Tribunal de Justiça demonstram sua atuação na jurisdição criminal de Rio Branco há décadas. Em 2008, quando respondia pela 4ª Vara Criminal, sua unidade já se destacava pela utilização da gravação audiovisual de audiências como instrumento destinado a conferir maior eficiência e celeridade à prestação jurisdicional, iniciativa elogiada pela Corregedoria-Geral da Justiça.
Ao longo dessa trajetória, Cloves Ferreira assumiu responsabilidades que ultrapassaram a atividade jurisdicional de primeiro grau. Exerceu funções na administração judiciária e atuou como Juiz Auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, participando de atividades relacionadas à fiscalização e ao aperfeiçoamento dos serviços judiciais e extrajudiciais. Em 2013, também foi designado Juiz de Cooperação do Poder Judiciário do Estado do Acre.
Sua experiência alcançou igualmente o segundo grau de jurisdição. Em 2023, foi convocado pelo Tribunal de Justiça do Acre para exercer, por substituição, a jurisdição como membro da Segunda Câmara Cível. No mesmo ano, foi escolhido, pelo critério de merecimento, para integrar a 1ª Turma Recursal do Sistema dos Juizados Especiais no biênio 2023/2025, reconhecimento fundamentado em critérios relacionados ao desempenho, à produtividade, à presteza no exercício jurisdicional e ao aperfeiçoamento profissional.
Paralelamente à magistratura, desenvolveu sólida formação acadêmica. É Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, com formação voltada ao Direito Constitucional, e possui MBA em Poder Judiciário pela Fundação Getulio Vargas, FGV. Sua formação inclui ainda especializações em Direito do Trabalho, pela Universidade de Brasília, e em Direito Público. Em 2026, documentação oficial da Escola do Poder Judiciário do Acre também o registra como doutorando em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza, UNIFOR.
A educação jurídica constitui outra dimensão significativa de sua trajetória. Sua experiência como professor aproxima a prática cotidiana da magistratura da formação de novos profissionais do Direito. No âmbito da formação judicial, atua também como formador da Escola do Poder Judiciário do Acre, ESJUD, e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, ENFAM. Em atividade promovida pela ESJUD em 2026, aparece como coordenador pedagógico de formação destinada ao aperfeiçoamento de magistrados.
Essa aproximação entre Justiça, conhecimento e formação ajuda a compreender sua presença no ambiente acadêmico e cultural. Sua trajetória demonstra que o exercício da magistratura pode ultrapassar a solução dos conflitos submetidos ao Poder Judiciário e alcançar também a produção e a transmissão do conhecimento, a formação profissional e o aperfeiçoamento das instituições.
Foi nesse contexto que o Dr. Cloves Augusto Alves Cabral Ferreira passou a integrar a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, na condição de Membro Correspondente. Sua presença amplia o caráter interdisciplinar da Academia e fortalece o diálogo entre as Ciências Jurídicas, as Ciências Policiais, a cultura acadêmica e as instituições que compõem o sistema de Justiça.
Sua trajetória representa, portanto, o encontro entre Magistratura, Direito e Educação. Da jurisdição criminal à administração judiciária, da sala de aula à formação de magistrados, Cloves Ferreira construiu uma caminhada na qual experiência profissional e conhecimento acadêmico se complementam, contribuindo para o fortalecimento da Justiça e para a formação de novas gerações de profissionais do Direito.
JOSÉ DOURADO DE SOUZA
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Professor, historiador, pesquisador e escritor, José Dourado de Souza construiu uma trajetória profundamente vinculada à educação, à história e à cultura acreana. Sua própria história de vida guarda elementos que ajudam a compreender a natureza de sua produção intelectual, marcada pela valorização da memória, dos saberes amazônicos e das experiências sociais construídas no interior da floresta.
Nascido em 5 de janeiro de 1956, no município de Feijó, no Acre, veio ao mundo às margens do rio Envira, na Colocação Laranjal, Seringal Recreio. Caçula de uma família de dez filhos de seringueiros, cresceu em um ambiente no qual o cotidiano da floresta, o trabalho e as relações comunitárias constituíam parte essencial da experiência de vida.
Ainda jovem, aproximou-se da cultura, da arte e das questões sociais por meio de grupos da Igreja Católica. Participava de interpretações de textos e pequenas apresentações teatrais e, em 1970, quando ainda cursava o ensino fundamental, escreveu sua primeira poesia, "Sou Acreano", resultado de uma pesquisa escolar sobre a Revolução Acreana. Aquele primeiro exercício de escrita já revelava dois elementos que permaneceriam presentes em sua trajetória, o interesse pela história e o sentimento de pertencimento ao Acre.
Sua relação com a universidade começou de maneira igualmente singular. Em 1971, aos 15 anos, ingressou na então Universidade do Acre como Auxiliar de Servente de Limpeza. Foi naquele ambiente que passou a conviver com professores, pesquisadores e intelectuais que participavam da construção da vida acadêmica e cultural acreana. O jovem que chegara à universidade para exercer uma atividade de apoio transformaria aquele espaço no lugar de sua formação e, posteriormente, de uma longa carreira dedicada ao ensino e à pesquisa.
Graduou-se em História pela Universidade Federal do Acre, UFAC, em 1982, e posteriormente em Pedagogia, também pela instituição. Prosseguiu sua formação no campo da Educação, concluindo o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, em 1999, e o doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, em 2011.
Sua tese de doutorado revela de maneira particularmente expressiva a ligação entre experiência regional e investigação acadêmica. Intitulada Entre lutas, porongas e letras: a escola vai ao seringal, (re)colocações do Projeto Seringueiro, Xapuri/Acre, 1981-1990, a pesquisa voltou-se à educação no universo dos seringais acreanos, fazendo da realidade amazônica não apenas cenário, mas objeto de produção científica.
Da universidade à construção da memória acreana
José Dourado ingressou como professor da UFAC em 1986 e desenvolveu extensa carreira na instituição, alcançando a condição de Professor Titular. Exerceu funções de gestão acadêmica, entre elas coordenações de cursos de graduação e pós-graduação, chefia do Departamento de História, Pró-Reitoria de Extensão e direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, CFCH, esta última por dois mandatos consecutivos, entre 2016 e 2023.
Sua produção intelectual acompanha essa trajetória. É coautor de Acre: uma história em construção, publicado originalmente em 1985 em parceria com Josué Fernandes de Souza e Valdir de Oliveira Calixto, além de participar da organização da publicação Revista Hileia: história da Academia Acreana de Letras. Possui ainda dezenas de artigos publicados e desenvolve produção relacionada à poesia, ao conto, à memória e à educação nos seringais.
Há, portanto, uma característica muito interessante em sua obra. O Acre não aparece apenas como lugar de nascimento, mas como matéria de investigação, memória e criação. A experiência do seringal, a educação, a história regional e os saberes construídos na Amazônia atravessam diferentes dimensões de sua vida intelectual.
Academia Acreana de Letras
Sua relação com a Academia Acreana de Letras atravessa décadas. José Dourado de Souza ingressou na instituição em 8 de junho de 1989, passando a ocupar a Cadeira nº 19, cujo patrono é João Craveiro Costa. Ao longo dos anos, exerceu diferentes responsabilidades na entidade, incluindo participação no Conselho Fiscal e na Diretoria Executiva.
Em março de 2026, essa longa caminhada acadêmica alcançou um novo momento, quando José Dourado de Souza assumiu a Presidência da Academia Acreana de Letras para a gestão 2026-2028. A nova administração foi apresentada sob a proposta "Todos pela cultura: letras que unem, memórias que permanecem", com objetivos que incluem incentivar a leitura e a escrita, valorizar a memória dos acadêmicos, estimular pesquisas sobre a história acreana e ampliar a presença da Academia na sociedade.
Sua concepção de Academia merece destaque. Ao assumir a presidência, defendeu uma instituição que não permaneça restrita ao ambiente intelectual, mas que exerça também responsabilidade social, aproximando saberes e reflexões das escolas, das entidades de trabalhadores e das instituições públicas. Essa visão estabelece uma ligação direta entre sua trajetória como educador e sua atuação como dirigente acadêmico.
O encontro com a ALMEP
A aproximação entre José Dourado de Souza e a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, insere-se nesse mesmo espírito de intercâmbio cultural e acadêmico. Sua admissão como Membro Correspondente da ALMEP amplia as relações entre as duas instituições e aproxima experiências construídas em diferentes regiões brasileiras.
Em sua trajetória, encontram-se dimensões que dialogam diretamente com os propósitos de uma Academia de Letras, educação, pesquisa, literatura, história e preservação da memória. Sua presença entre os Membros Correspondentes da ALMEP representa, portanto, não apenas o reconhecimento de uma carreira acadêmica, mas também a construção de uma ponte entre a cultura acreana e o movimento acadêmico dos militares estaduais brasileiros.
A história de José Dourado de Souza possui, sobretudo, uma poderosa dimensão simbólica. O menino nascido em uma família de seringueiros às margens do rio Envira, que aos 15 anos ingressou na universidade como auxiliar de serviços, tornou-se professor titular, mestre, doutor, pesquisador, escritor e, décadas depois, presidente da Academia Acreana de Letras.
Sua trajetória demonstra como educação, memória e cultura podem transformar uma existência e, ao mesmo tempo, permitir que essa existência contribua para preservar a história de toda uma sociedade.
MATHEUS GOMES
Membro Correspondente da ALMEP
Biografia
Historiador e gestor cultural, Matheus Gomes de Sousa desenvolveu sua trajetória a partir de uma relação estreita com a história, a memória e a cultura acreana. Sua formação no campo das Ciências Humanas e sua atuação na gestão pública convergem para um mesmo propósito, contribuir para a preservação das referências culturais do Acre e para a valorização das diferentes manifestações que constituem a identidade de seu povo.
Sua formação acadêmica está vinculada à Universidade Federal do Acre, UFAC, onde cursou História. Registros da instituição também documentam sua participação em processos acadêmicos relacionados especificamente à área de História do Acre e da Amazônia, dimensão particularmente significativa para compreender sua posterior atuação no campo cultural.
Em abril de 2026, Matheus Gomes de Sousa assumiu a presidência da Fundação de Cultura Elias Mansour, FEM, instituição responsável pela formulação, promoção e execução de importantes ações da política cultural do Estado. Sua chegada à presidência ocorreu em um momento de renovação administrativa do governo acreano, passando a suceder Minoru Kinpara na condução da Fundação.
À frente da FEM, passou a exercer uma função que estabelece uma relação direta entre sua formação como historiador e os desafios da gestão cultural. A Fundação atua em um universo que compreende patrimônio, memória, literatura, artes, manifestações populares, equipamentos culturais e políticas destinadas aos artistas e demais agentes responsáveis pela produção cultural acreana.
Essa atuação tem revelado especial atenção à preservação da memória e da identidade cultural. Ao abordar iniciativas destinadas ao registro da história acreana, Matheus Gomes tem defendido que a preservação das trajetórias, dos personagens e das diferentes expressões culturais fortalece o patrimônio imaterial e permite que as novas gerações reconheçam o valor de suas próprias origens.
Sua concepção de política cultural também alcança a valorização dos artistas e produtores locais. Em iniciativas realizadas no interior do Estado, tem ressaltado a necessidade de oferecer visibilidade aos talentos acreanos e fortalecer aqueles que produzem arte e cultura fora dos grandes centros, ampliando os espaços de participação e expressão cultural.
Há nessa perspectiva um aspecto especialmente relacionado à sua formação como historiador. Cultura e memória não aparecem como dimensões isoladas. A produção artística do presente, a preservação das experiências do passado e o reconhecimento das identidades locais integram um mesmo processo de construção e transmissão do patrimônio cultural.
Sua atuação à frente da Fundação Elias Mansour também envolve a dimensão institucional da política cultural. Em 2026, a FEM participou de iniciativas destinadas ao fortalecimento de mecanismos de prevenção ao assédio e à violência de gênero no ambiente institucional, em diálogo com o Ministério Público do Estado do Acre, reafirmando a necessidade de espaços de trabalho seguros, respeitosos e inclusivos.
O encontro com a ALMEP
A aproximação de Matheus Gomes de Sousa com a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba, ALMEP, ocorreu em um contexto particularmente significativo de intercâmbio entre instituições culturais do Acre e da Paraíba.
Em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição para a valorização da história, da cultura e da memória, Matheus Gomes de Sousa foi recebido como Membro Correspondente da ALMEP, ampliando a presença da Academia no ambiente cultural acreano e fortalecendo os vínculos entre instituições que compartilham o propósito de preservar e difundir o conhecimento.
Sua presença no quadro de Membros Correspondentes possui uma característica própria. Como historiador e dirigente de uma instituição pública dedicada à cultura, Matheus representa uma ponte entre pesquisa histórica, memória e política cultural, dimensões que dialogam diretamente com os objetivos acadêmicos e culturais da ALMEP.
Essa aproximação ganha ainda maior significado porque a Fundação Elias Mansour atua justamente em um território no qual memória e identidade possuem características singulares. A história acreana foi construída por diferentes povos, movimentos sociais, migrações, conflitos, experiências da floresta e processos políticos que produziram um patrimônio cultural próprio. Preservar esse patrimônio significa também permitir que essas experiências continuem sendo conhecidas e reinterpretadas pelas novas gerações.
A trajetória de Matheus Gomes de Sousa representa, assim, o encontro entre História, Memória e Gestão Cultural. Sua atuação demonstra que preservar a cultura não consiste apenas em conservar aquilo que pertence ao passado. Significa também criar condições para que artistas, escritores, pesquisadores, instituições e comunidades continuem produzindo as referências culturais que formarão a memória das próximas gerações.













