
Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba

Trajetória
Natural de Queimadas, no Agreste paraibano, Francisco de Assis Silva nasceu em 9 de maio de 1957, quarto filho de Sebastião Martins e Maria da Luz Silva. Sua trajetória profissional confunde-se com uma longa história de dedicação à Polícia Militar da Paraíba, à formação profissional, à gestão pública, ao associativismo e à valorização dos militares estaduais.
Após concluir os estudos regulares, ingressou no Curso de Formação de Oficiais, realizando sua formação na Academia de Polícia Militar do Paudalho, da Polícia Militar de Pernambuco, onde foi declarado Aspirante a Oficial em 1979.
Ao longo de 42 anos de vida policial-militar, construiu uma carreira marcada pelo exercício de funções de comando, direção e assessoramento, aliando a experiência adquirida na atividade militar à formação acadêmica e à atuação em diferentes áreas da administração pública.
Formação e produção acadêmica
A educação física e o treinamento desportivo ocuparam lugar relevante em sua trajetória profissional. Em 1985, concluiu a Licenciatura Plena em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército, ESEFEX, no Rio de Janeiro. Posteriormente, especializou-se em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho, concluindo a formação em 2004.
Desde os primeiros anos do oficialato, dedicou-se ao desenvolvimento de atividades relacionadas ao condicionamento físico, à qualidade de vida e à promoção da saúde, tanto no ambiente policial-militar quanto em iniciativas destinadas à sociedade.
Participou de seminários internacionais de Treinamento Desportivo, nos quais apresentou trabalhos relacionados à atividade física e à saúde, abordando temas como a prática de caminhada na orla marítima, a utilização de logradouros públicos para atividades físicas, o perfil da pressão arterial dos praticantes de caminhada e os benefícios da atividade física para os policiais militares da Paraíba.
Em 1992, concluiu mestrado em Segurança Pública na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, ampliando sua formação para os campos da segurança pública, da gestão e do planejamento institucional.
Carreira policial-militar
Na Polícia Militar da Paraíba, exerceu importantes funções de comando e direção. Entre elas, destacam-se o Comando do Centro de Ensino, a Diretoria de Ensino e o Comando do Policiamento do Interior, função na qual esteve à frente da estrutura policial-militar responsável pelo policiamento dos municípios paraibanos situados fora da Região Metropolitana da capital.
Também exerceu a função de Coordenador de Segurança do Gabinete do Governador e atuou como Assessor Militar junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
A diversidade das funções desempenhadas revela uma carreira que alcançou diferentes dimensões da atividade policial-militar, passando pela formação profissional, pelo comando operacional, pela gestão, pelo planejamento e pelo assessoramento institucional.
Gestão pública e representação institucional
Sua experiência profissional também alcançou importantes funções na administração pública e em entidades representativas.
Exerceu o cargo de Diretor-Superintendente do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba, DETRAN-PB, foi Secretário de Esportes e Lazer do Estado da Paraíba e presidiu o Conselho Regional de Educação Física da Paraíba.
No campo associativo, sua trajetória tornou-se particularmente vinculada à representação e à defesa dos interesses dos militares estaduais. Assumiu a Presidência do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba e funções de direção na Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais, FENEME.
Essa atuação consolidou sua presença nos debates relacionados à valorização profissional, ao fortalecimento das entidades representativas e à defesa institucional dos policiais e bombeiros militares.
Sua contribuição para o nascimento da ALMEP
A presença do Coronel Francisco de Assis Silva na história da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba antecede a própria criação formal da instituição.
Sua contribuição está relacionada ao processo de aproximação dos presidentes de Clubes e Associações de Oficiais estaduais com o movimento acadêmico que se desenvolvia capitaneado pelo Coronel Veterano da Polícia Militar de Santa Catarina e presidente da Academia de Letras dos Militares Estaduais daquele Estado, a ALMESC, Coronel Roberto Rodrigues de Menezes que incentivava a criação de uma academia nacional que abrigasse policiais e bombeiros militares de todo o País, a Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e do Distrito Federal, ALMEBRAS, com apoio do Presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais – FENEME, Coronel Veterano da PMSC, Marlon Jorge Teza.
Nesse contexto, foi estimulado a indicar dois oficiais para representar a Paraíba naquele sodalício nacional, sendo um integrante da Polícia Militar e outro do Corpo de Bombeiros Militar.
A iniciativa aproximou a Paraíba do movimento acadêmico dos militares estaduais brasileiros e contribuiu para a formação das bases institucionais e humanas que, posteriormente, favoreceriam a criação da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba.
Por isso, a relação do Coronel Francisco com a ALMEP possui um significado histórico particular. Sua participação não começou depois da instalação da Academia. Ela se encontra entre os acontecimentos que ajudaram a preparar o caminho para o seu surgimento.
Presidente de Honra Perpétuo
A condição de Presidente de Honra Perpétuo da Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba traduz o reconhecimento institucional a uma trajetória dedicada à Polícia Militar, à educação, à gestão pública, ao associativismo e à valorização dos militares estaduais.
No âmbito da ALMEP, a distinção assume significado ainda mais especial por reconhecer sua participação nas articulações que antecederam a criação da Academia e contribuíram para inserir a Paraíba no movimento acadêmico dos militares estaduais brasileiros.
Preservar sua trajetória é, portanto, preservar também uma parte da memória da própria ALMEP.
Seu nome permanece ligado às origens da Academia como testemunho de uma história construída por aqueles que compreenderam que a experiência profissional, a memória institucional, a cultura e o conhecimento produzidos pelos militares estaduais deveriam encontrar espaço permanente de preservação, estudo e difusão.