
Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba

Trajetória
Natural de Santiago do Boqueirão, no Rio Grande do Sul, Alberto Afonso Landa Camargo nasceu em 15 de setembro de 1945. Coronel Veterano da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, construiu uma trajetória marcada pela convergência entre a vida militar, a educação, a literatura, o pensamento filosófico, o Direito e a reflexão sobre a segurança pública.
Ao longo de sua vida profissional e intelectual, reuniu experiências que ultrapassaram os limites da carreira militar. Romancista, contista, poeta, conferencista e professor, formou-se em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa e respectivas literaturas, graduou-se também em Filosofia e concluiu o Bacharelado em Direito.
Essa formação multidisciplinar tornou-se uma característica marcante de sua trajetória. Literatura, filosofia, Direito e experiência policial passaram a dialogar em sua atuação acadêmica e intelectual, especialmente nos temas relacionados à ética, à decisão profissional, à cidadania e à segurança pública.
Carreira na Brigada Militar
Sua carreira na Brigada Militar do Rio Grande do Sul alcançou funções de elevada responsabilidade institucional.
Entre os registros mais significativos de sua trajetória encontra-se sua atuação como Corregedor-Geral da Brigada Militar. Documento histórico oficial da Corporação registra que, em 31 de dezembro de 1997, o então Coronel QOEM Alberto Afonso Landa Camargo assumiu a função de Corregedor-Geral.
A Corregedoria-Geral integra a estrutura de direção da Brigada Militar e possui atribuições relacionadas à disciplina, à orientação, à fiscalização das atividades funcionais e à conduta de seus integrantes. O exercício dessa função situa sua trajetória profissional em um campo diretamente relacionado à responsabilidade institucional, à legalidade e aos valores éticos que orientam a atividade militar estadual.
Essa experiência profissional encontraria correspondência, posteriormente, em sua produção intelectual voltada à ética, ao processo decisório e à segurança pública, evidenciando uma trajetória em que a experiência prática e a reflexão acadêmica caminharam de forma complementar.
Formação humanística e pensamento
A formação de Alberto Afonso Landa Camargo em Letras, Filosofia e Direito ajuda a compreender a amplitude de sua atuação intelectual.
Sua trajetória não se limitou à literatura de criação. O conhecimento humanístico e jurídico também esteve presente em seus estudos e reflexões sobre a atividade policial, particularmente em temas relacionados à ética, à tomada de decisão e à segurança pública.
Essa combinação entre formação literária, pensamento filosófico, conhecimento jurídico e experiência policial permitiu-lhe abordar a segurança pública sob uma perspectiva que ultrapassa a dimensão meramente operacional.
Em seus escritos, a atividade policial aparece relacionada à responsabilidade, à formação profissional, à ética e à necessidade de reflexão sobre os desafios enfrentados pelas instituições de segurança.
Vida literária e acadêmica
No campo das letras, Alberto Afonso Landa Camargo desenvolveu trajetória como romancista, contista, poeta, conferencista e professor. Sua produção e sua atuação acadêmica o inseriram em diferentes espaços dedicados à literatura e à cultura.
Integra a Academia de Letras do Brasil, Seccional São Paulo, e participou da construção de instituições voltadas especificamente à produção literária e intelectual dos militares estaduais.
Essa atuação encontra continuidade em sua participação no movimento acadêmico nacional, no qual passou a compartilhar experiências com escritores, pesquisadores e militares de diferentes Estados brasileiros.
A Academia Brigadiana de Letras
Um dos capítulos mais significativos de sua trajetória acadêmica está relacionado à criação da Academia Brigadiana de Letras.
Alberto Afonso Landa Camargo participou do grupo fundador da instituição e assumiu sua primeira presidência. Registros históricos da Academia indicam sua participação direta no processo de instalação da entidade e sua permanência à frente da presidência em diferentes períodos.
Na Academia Brigadiana de Letras, ocupa a Cadeira 01.
A criação da instituição representou a construção de um espaço destinado à valorização da produção literária, cultural e histórica relacionada aos integrantes da Brigada Militar e aos estudiosos ligados à sua tradição.
Sob sua liderança, essa proposta também alcançou o campo editorial. Na apresentação da edição inaugural da revista Pindorama, publicada em 2024, Landa destacou o compromisso da Academia com a literatura de língua portuguesa, com a preservação da tradição histórica e com a valorização da produção literária vinculada aos militares estaduais gaúchos.
A palavra como instrumento de memória
A atuação de Alberto Afonso Landa Camargo na Academia Brigadiana de Letras revela uma compreensão da literatura que ultrapassa a expressão individual do escritor.
Em sua perspectiva institucional, a produção literária também constitui instrumento de preservação da memória, da cultura e da identidade dos militares estaduais.
A revista Pindorama traduz parte dessa concepção ao buscar reunir e difundir textos vinculados à literatura produzida no Rio Grande do Sul e, particularmente, ao universo cultural dos integrantes da Brigada Militar.
Essa visão aproxima literatura e memória institucional, reconhecendo que a experiência profissional dos militares estaduais também pode ser transformada em narrativa, poesia, reflexão histórica e produção de conhecimento.
Participação no movimento acadêmico nacional
Alberto Afonso Landa Camargo também integra a Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e do Distrito Federal, ALMEBRAS, na condição de Acadêmico Fundador, ocupando a Cadeira 07.
Sua participação nesse movimento situa a Academia Brigadiana de Letras dentro de uma rede mais ampla de instituições acadêmicas militares estaduais que passaram a se aproximar em diferentes regiões do País.
Registros da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Paraná mostram sua participação em atividades de integração acadêmica ao lado de dirigentes de outras Academias, colaborando para o fortalecimento desse movimento em âmbito nacional.
Nesse contexto, sua trajetória se aproxima da de outras lideranças acadêmicas militares que compreenderam a importância de criar espaços próprios para a literatura, a pesquisa, a história e a preservação da memória das corporações estaduais.
Alberto Landa e a ALMEP
A presença de Alberto Afonso Landa Camargo na Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba está relacionada a esse processo mais amplo de integração entre Academias e intelectuais militares de diferentes Estados.
Sua condição de Acadêmico Fundador da ALMEBRAS e de fundador e Presidente da Academia Brigadiana de Letras o coloca entre os personagens que contribuíram para consolidar uma rede nacional de intercâmbio acadêmico e cultural entre militares estaduais.
Essa relação ganhou também expressão literária. Sua participação na produção vinculada à ALMEP demonstra que o vínculo entre as instituições não se limita ao reconhecimento honorífico, mas alcança igualmente o intercâmbio intelectual e cultural.
Sua presença entre os Membros de Honra da Academia paraibana representa, portanto, o reconhecimento de uma trajetória que contribuiu para fortalecer os laços entre militares escritores, pesquisadores e acadêmicos de diferentes regiões do Brasil.
Membro de Honra da ALMEP
Ao reconhecer Alberto Afonso Landa Camargo como Membro de Honra, a Academia de Letras dos Militares Estaduais da Paraíba distingue uma trajetória marcada pelo serviço militar, pela formação humanística, pela literatura, pelo ensino e pela construção de instituições acadêmicas.
Sua experiência como oficial da Brigada Militar, sua formação em Letras, Filosofia e Direito, sua atuação literária e sua participação na criação e consolidação da Academia Brigadiana de Letras revelam uma personalidade cuja trajetória se desenvolveu no encontro entre profissão, cultura e conhecimento.
No âmbito do movimento acadêmico dos militares estaduais brasileiros, sua contribuição ganha significado particular por associar a experiência institucional à defesa da literatura como espaço de preservação da memória, da identidade e da tradição.
Reconhecer a trajetória de Alberto Afonso Landa Camargo é reconhecer também a contribuição de um militar e intelectual que fez da palavra, da reflexão e da construção acadêmica instrumentos de preservação da memória e de valorização da cultura dos militares estaduais brasileiros.