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Prof. Roniere Leite Soares

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Roniere Soares é daqueles nomes que nos convidam a repensar as fronteiras do conhecimento. Em um tempo que, tantas vezes, insiste em compartimentar saberes, ele surge como uma síntese viva entre ciência e sensibilidade, entre cálculo e criação, entre método e poesia.

Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais e professor da Universidade Federal de Campina Grande, construiu uma trajetória que não se limita aos laboratórios ou às salas de aula. Sua formação plural, que atravessa o Desenho Industrial, as Letras e a Música, revela não apenas um acúmulo de competências, mas uma visão de mundo integrada, onde o conhecimento técnico dialoga, de forma orgânica, com a expressão artística.

É justamente nessa confluência que reside a singularidade de sua atuação. Roniere não apenas transita entre áreas distintas, ele as conecta, criando pontes que ampliam nossa compreensão sobre cultura, ciência e sociedade. Sua produção reflete essa travessia constante, marcada por inovação, sensibilidade crítica e profundo compromisso com a identidade nordestina.

No campo cultural, sua presença em instituições como a Academia de Letras de Campina Grande e o Instituto Histórico de Campina Grande reafirma esse compromisso com a memória e com a construção do pensamento regional. Ali, sua atuação não é apenas representativa, mas ativa, contribuindo para manter vivas as tradições intelectuais que moldam a história da região.

Poeta, músico, cordelista e pesquisador da história nordestina, ele se apresenta também como um intérprete atento do seu tempo. Em “Uns Cartuns”, obra lançada em 2025, revela um olhar ao mesmo tempo sensível e provocador sobre o cotidiano, capturando, em traços e ideias, nuances da cultura nordestina que muitas vezes passam despercebidas.

No II Congresso Nacional das Academias de Letras Militares do Brasil, sua participação como palestrante no painel “Patrimônio Sonoro e Identidade das Forças Públicas” amplia ainda mais esse diálogo. Ao refletir sobre o papel das bandas filarmônicas e das corporações musicais, ele nos conduz a perceber essas formações não apenas como manifestações artísticas, mas como verdadeiros arquivos vivos da memória institucional.

A atividade, enriquecida pela presença de maestros e músicos das Bandas de Música da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, culmina com a execução da peça autoral “O Tempo e o Som da Farda”. Nela, som e história se entrelaçam, traduzindo, em linguagem musical, a tradição, a disciplina e o espírito das corporações.

Ao fim, o que se revela é mais do que um currículo admirável. É a presença de um intelectual que compreende o conhecimento como experiência viva, capaz de unir razão e sensibilidade, técnica e cultura, ciência e identidade. Em Roniere Leite Soares, vemos não apenas um professor ou pesquisador, mas um mediador entre mundos, alguém que nos lembra que pensar também é, profundamente, um ato de criação.

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